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Lichs

Lich com seu fetiche
Lich com seu fetiche. Imagem de Feizo Gas Toma Feizo Gas

Um lich é um morto-vivo que separou sua alma de seu corpo, por meio de um ritual de necromancia, para atingir a imortalidade.

Os limites da magia

Até os magos e necromantes mais poderosos, sejam eles humanos, elfos ou outros seres, não escapam do passar do tempo e da morte. Seus corpos mortais e suas necessidades biológicas acabam por impedir que possam alcançar a plenitude de seu poder.

Alguns dos mais sábios conseguiram resolver este problema transformando-se em mortos-vivos. Desta forma, nem a fome, nem o sono, nem a doença são capazes de distrair o necromante de seus estudos sobre a morte e a magia, desta forma conseguem ampliar de forma considerável seus poderes.

Como nasce um lich

O mago, uma vez disposto a converter-se em morto-vivo, tem que preparar sua morte através de uma poção venenosa, mas antes deve criar sua filactéria, um objeto no qual depositará sua alma quando comece o ritual. É desta maneira que separa seu corpo de sua alma.

O corpo é reanimado pela energia do ritual, e levanta como um morto-vivo. Este ritual permite que o lich conserve a inteligência e habilidade que tinha em vida. Este corpo pode receber golpes mortais sem que o lich tenha que se preocupar, já sua alma reside em sua filactéria.

Sua alma, agora guardada em um objeto, é sua fonte de energia e poder, por isso este objeto sempre está muito bem guardado e protegido. Este objeto é o único ponto fraco do lich.

Histórias sobre filactérias

A filactéria é um objeto realmente maravilhoso e especial pela função que realiza, qualquer objeto pode servir a este fim, desde que o mago o considere seguro. O mais sensato é que se use um objeto que não chame a atenção, como um moedeiro, uma bolsa de couro ou uma peça de metal, mas pode ser mais deslumbrante e luxuoso como uma gema, um medalhão ou um cofre.

Existem antigas histórias que já sugeriam a existência dos lichs e seus valiosos objetos. Na mitologia eslava conta-se a história de Koschéi “O Imortal”, este era um ser malvado e aterrador cuja alma estava depositada no olho de uma agulha, esta, por sua vez, estava dentro de um filhote de pato, que estava dentro de um ovo, que estava dentro de uma lebre, que estava dentro de um cofre metálico que estava enterrado debaixo de uma magnólia na mítica ilha Buyán, que emergia e submergia no mar caprichosamente. Segundo a lenda, a única forma de matar Koschéi foi quebrando o ovo, abrindo o pato e liberando a magia da agulha.

Características de um lich

A palavra lich, procede do alemão Leiche, que significa cadáver. Este termo honra seu aspecto, um cadáver esquálido, com ossos à vista e as cavidades oculares vazias iluminadas por chamas de distintas cores, a depender da magia usada durante o ritual de conversão.

Antigamente os liches foram poderosos magos e ritualistas, por isso suas roupas lembram as características majestosas de tempos passados; capas ostentosas, medalhões de ouro e pedras preciosas, amuletos de força e coroas esculpidas decoram o corpo deste horrível ser.

Lich. Imagem de Nik Hagialas

Além de seu poder, emanam uma aura de maldade e morte que aterroriza quem os tenha diante de si, a coisa mais inteligente a fazer na presença de um lich é tentar fugir.

Da mesma forma que os magos que continuam vivos, os lich podem usar e aumentar seus poderes usando um bastão. De fato, é muito comum que utilizem um bastão para realizar seus ataques de energia, criando enormes bolas de fogo ou rajadas de gelo para atacar seus inimigos. Este objeto também paralisa seus oponentes com um só toque.

Sua inteligência é evidente. Como a morte já não é um problema, podem traçar planos a larguíssimo prazo. Também são excelentes estrategistas e isto, unido a seu enorme poder, faz com que encabecem exércitos de mortos-vivos.

O dracolich

Existe um tipo de lich que não procede de um mago humanoide, mas de um dragão. Esta criatura é chamada de dracolich e suas características são muito parecidas às descritas anteriormente.

O dragão deve cumprir dois requisitos; possuir uma natureza malévola e magia suficientemente poderosa para realizar o ritual de conversão, pois não todos têm a mesma sabedoria e poder.

O ritual do dracolich foi criado por um arquimago pertencente a uma ordem que venera os dragões maléficos. O ensinamento deste culto foi transmitido de geração em geração entre os membros desta ordem, por esta razão a conversão de um dragão em morto-vivo é um segredo que está ao alcance de muito poucos.

A filactéria destes dragões costuma se reduzir a pérolas, rubis e diamantes negros. Estes objetos podem estar longe do dragão no momento do ritual, o que facilita escondê-los. O espírito do dragão pode permanecer indefinidamente dentro da filactéria.

Dracholich. Imagem pertencente a ZeniMax Media

O dracolich conserva as aptidões e habilidades que tinha em vida, mas como todos os lich, passa a ter um aspecto esquelético, como um dragão esquelético com suas cavidades oculares em chamas.

Sua criação é imensamente útil, além de sua magia inata, conta com seu enorme tamanho, força e invulnerabilidade, a menos que sua filactéria seja destruída. Além disso, possui as vantagens de um morto-vivo como a imunidade às doenças, venenos, magia de controle mental e etc.

Graças a seu aspecto, inspira verdadeiro terror, o que é útil para controlar as massas de mortos-vivos  e acompanhar os demais liches encabeçando seus exércitos.

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